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1 de out. de 2010

Falando de blogs

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Tenho mantido a média de uma postagem por semana, sempre que der vontade às sextas, nos últimos tempos. Além de permitir uma escrita mais "relaxada" (a pressa é inimiga da perfeição), gosto de pensar no leitor do blog, à vontade em casa, aproveitando o fim de semana para boas leituras. Do blog, inclusive. A sexta-feira para mim, aliás, me remete a relaxamento, a sensação de dever cumprido: passou a semana com seus desafios, agora é relaxar e restaurar baterias. E nada melhor para isso que ler alguma coisa interessante (na medida em que este blog seja interessante).

O tipo de assunto tratado no Elogio da Dialética favorece essa periodicidade maior. Falamos aqui em política e cultura em geral (como coloquei no singelo banner que criei, e disponibilizei na sidebar), de forma "atemporal", sem compromissos com "bombas midiáticas". Não é um blog descartável. Trotsky e Henry Miller, Marx e Bob Marley, são atuais desde sempre, o que não quer dizer que não falemos de atualidades (há a tag "atualidades", bem grandinha já, aliás, de tantos posts relacionados) mas até essas atualidades têm sua cor "permanente", trazem um pano de fundo "permanente".

14 de out. de 2009

O paradoxo

5 comentários
É um paradoxo: quanto mais informação temos à disposição, menos a aproveitamos. É um truísmo dizer que a internet revolucionou o conhecimento humano. Lança-se no google "sufismo", "Silvestre de Sacy", "direito romano", "Isaac Asimov", "Byron" etc. etc. etc., e pronto: tudo na tela. De forma rápida, limpa, sem ocupação de espaço físico. Sem necessidade de ida a bibliotecas, de gastos com livros. Tudo gratuito.

Pois bem, é uma revolução. O que surpreende é que essa revolução seja parcamente aproveitada. Nesta postagem eu já havia me referido à, citando José Saramago, inexorável caminhada do homem rumo ao grunhido, conforme vá perdendo a capacidade de comunicação. Saramago fala do twitter (com seus 140 caracteres), mas é toda uma tendência atual: a era do resumo, do sintético. O conhecimento está todo aí, ao toque de botão: mas quem o desfruta? Quem lê? Sendo que, claro, não basta ler, é preciso processar criticamente o que foi lido. Os seguintes textos estão relacionados com o assunto: Usuários da web desaprenderam a ler e O futuro dos blogs e os analfabetos virtuais.