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25 de jan. de 2010

Sobre terremotos e racismo

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Começo o ano com uma postagem pouco confortável: o tema é o Haiti. O desconforto não é pelo país nem pelo seu povo- ao contrário, são heróicos. O primeiro país do mundo onde os escravos eliminaram a escravidão- os próprios escravos, sem concessões e esmolas dos senhores. Um povo que, corajosamente, arrancou a liberdade das mãos do explorador. Um povo solidário: ao lá desembarcar, em suas jornadas pela libertação da América espanhola, Bolívar precisou se comprometer com o fim da escravidão nos países que viessem a ser libertados, como condição para receber o suporte do povo haitiano. Portanto, quando falo em desconforto quando falamos do Haiti, não me refiro ao seu povo.

Também não me refiro ao terremoto. É um fenômeno da natureza- e a natureza tem suas idiossincrasias. Fenômenos naturais existem desde sempre, e a única coisa que nos cabe é tentar minorar seus efeitos.

19 de jun. de 2006

Terra dos homens

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Dessa obra de Exupéry, Sartre disse capaz de levá-lo às lágrimas. Se tem tal efeito sobre um existencialista - gente nauseada da vida-, o que dirá de almas mais sensíveis e impressionáveis. Trata-se de uma ode ao ser humano, e a frase de Guillaumet, "o que eu fiz, palavra que nenhum bicho, só um homem, era capaz de fazer..." é a condensação desse espírito. Em tudo, há algo nobre; de cada ocorrido, pode-se extrair algo de útil. E os cenários que servem de pano de fundo para essas meditações! A noite do Saara, o Estreito de Magalhães, uma tenda de beduínos, os Andes chilenos, Túnis, um forte no meio do nada, um trem repleto de poloneses, um porão de anarquistas na Espanha- impossível, se tivermos em mente que são reminiscências reais, enfim, passar por essa leitura incólume.