8 de set. de 2009

O pop não poupa ninguém

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Tenho o fetiche da "primeira vez": acho que aquilo que inaugura tende a marcar pra sempre. Vale pra tudo, primeiro beijo, primeira mulher, livros, contatos sociais ("a primeira impressão é a que fica!") e, obviamente, discos. Milhares de experiências se passarão, sempre haverá, forte na memória, a primeira. Sou com orgulho um saudosista.

Aí do lado está a capa de "O papa é pop", de 1991, meu primeiro contato com a música. Antes eu já ouvia, claro. Lembro com saudades (olha o saudosismo aí) das canções dos anos 80, o chamado BRock, que em pleno século XXI é até hoje insuperável. Mas é diferente. Os anos 80 estão em mim, de modo indelével, mas me atingem de forma quase inconsciente, vaga, onírica. Nasci em 78, afinal de contas. São músicas que acompanharam a infância e, se hoje lembramos com carinho, na própria infância não se esquenta muito com isso.

7 de set. de 2009

Paulo Leminski

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Abaixo, meus poemas favoritos de Paulo Leminski (1944- 1989):

*

Mandei a palavra rimar,
ela não me obedeceu.
Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa.
Parecia fora de si,
a sílaba silenciosa.

Mandei a frase sonhar,
e ela se foi num labirinto.
Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
para conquistar um império extinto.


2 de set. de 2009

Conciliadores? Abaixo!

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Os versos abaixo são versos de tempos de lulismo, de Sarney e Collor. Escrevi rapidamente; não é preciso muita inspiração para bater nos conciliadores.

Os versos atacam os comunistas conciliadores. Lula não é comunista, claro. Mas há comunistas (!) que apóiam Lula, contra toda evidência, contra toda teoria e contra toda práxis. Mas 8 anos de Lula fizeram um favor para a esquerda, a verdadeira esquerda- separou joio do trigo, deixou claro quem é quem.