19 de mar de 2010

O mais humano dos homens

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O ser humano historicamente teve necessidade de guias. Digo teve, porque acredito que chegará um momento em que, com a emancipação humana, essa fase se torne passado. Mas teve, tem tido, necessidade, de modo que basta alguém melhor dotado (de carisma, de inteligência, de dinheiro), e ei-nos fervorosos seguidores, rebanho fiel repetindo "amém". Pior ainda quando os "ídolos" são os fúteis, os do esporte, da música, da novela- fúteis não por causa do esporte ou da arte em si, que têm seu papel no desenvolvimento humano, mas sim pelo caráter que tais manifestações adotam num sistema alienante como o capitalista.

São ridículas as cenas de adolescentes se descabelando pelo galãzinho, mas não deixam de ser um rito de passagem. Complicado é quando homens adultos, supostamente guiados por um método científico como é o marxismo, cedem à essa tentação. Não é raro encontrarmos "marxistas" (com aspas, naturalmente) dóceis aos "guias". Mas esses são os stalinistas, os fãs do "Guia Genial dos Povos", do "Grande Timoneiro"- o "Marechalíssimo" (sic) Josef Stálin.

14 de mar de 2010

Meditando sobre a morte

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Michel de Montaigne diz que "meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade", afinal "quem aprende a morrer desaprende de servir". Boa frase, que faz sentido. Claro que podemos, e devemos, buscar a liberdade nesta vida, mas ninguém nega que a morte seja boa redentora das misérias do cotidiano. Montaigne, aliás, tal apologia faz da morte que recebeu severa reprimenda de Pascal. Para Pascal, as opiniões de Montaigne inspiram "indiferença pela salvação sem temor e sem arrependimento", pois "em todo seu livro ele só pensa em morrer covardemente e com moleza". Mas Pascal era católico. A religião pode servir -e geralmente, em regra mesmo, tem servido- para embotar o espírito do livre-pensador. Quantos vôos mentais são cerceados, quando se inculca neles o dogma religioso?

Mas em todo caso não é esse o enfoque que gostaria de dar sobre esta minha "meditação sobre a morte". Há pouco, morreu uma cachorrinha da minha casa. Uma doença que se tornou crônica, irreversível, que culminou com uma falência múltipla de órgãos. Resultado, morte para o animalzinho e dor para os donos. 

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